segunda-feira, junho 29, 2009

Acabou-se, enfim, D'UMA VEZ POR TODAS, a palhaçada golpista!!!

Alphonse van Worden - 1750 AD





Recontagem parcial de votos confirma eleição de Ahmadinejad 

TEERÃ, 29 Jun 2009 (AFP) - O Conselho de Guardiães da Constituição confirmou nesta segunda-feira os resultados das eleições presidenciais de 12 de junho no Irã e a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, depois da recontagem parcial dos votos, informou a televisão pública iraniana.


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Iran's Guardian Council confirms vote results

After the conclusion of the partial vote recount, Iran's electoral watchdog, the Guardian Council has confirmed the result of the June 12 poll.

After the announcement of the result of Iran's presidential election, which saw President Mahmoud Ahmadinejad re-elected to a second four-year term, provoked major protests in the country, the Guardian Council set up a special committee to do a partial vote recount.

Iran's top legislative body confirmed that the recount of 10 percent of the ballot boxes carried out on Monday had shown no irregularities in the vote.

In a letter to Interior Minister Sadeq Mahsouli on Monday, head of the Guardian Council Ayatollah Ahmad Jannati, confirmed the result of the polls, state television reported.



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E 'fim de papo', famígeros irmãos d'armas: Mahmoud Ahmadinejad é o LEGÍTIMO presidente reeleito da República Islâmica do Irã, e agora cabe aos envenenadores da consciência pública (leia-se a soi disant 'oposição') conformar-se, ou então enfrentar todo o rigor da Lei!


VIVA A REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃ!!!

VIVA O NOVO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO!!!

VIVA MAHMOUD AHMADINEJAD!!!




sexta-feira, junho 19, 2009

Bravo, Ayatullah Khamenei!!!




Líder supremo do Irã descarta fraude e diz que eleição reflete vontade do povo

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O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, descartou que houve fraude nas eleições que recolocaram o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad na Presidência e afirmou que o resultado da votação reflete a vontade do povo. A oposição acusa o atual presidente de fraudar a disputa para ser reeleito.

Falando a milhares de pessoas na Universidade de Teerã, o líder supremo iraniano apoiou Ahmadinejad afirmando que o político obteve uma "vitória definitiva" nas urnas.

Khamenei destacou que Ahmadinejad foi eleito com 24 milhões de votos e que as opiniões do presidente são mais próximas das idéias dele.

Para o aiatolá, o "terremoto político" nas eleições de 12 de junho foi causada pela interferência dos "inimigos do Islã".

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Bravo, Khamenei, bravo!!! O ínclito Ayatullah discursou com a autoridade, firmeza e consciência que se esperam de um Líder Supremo, não só confirmando a insofismável vitória eleitoral de Mahmoud Ahmadinejad, mas também afirmando tacitamente que tamanho triunfo expressão profunda e autêntica da vontade soberana da nação iraniana.

O excelso Maghame Rahbari também reafirmou suas afinidades ideológicas com o presidente eleito, demonstrando que as principais lideranças políticas do país atuam em harmonia, ao contrário das patranhas difundidas pelos envenenadores da consciência pública, locais e internacionais.

Por fim, em declaração a meu juízo de grande importância e acerto, atribuiu à “interferência dos “inimigos do Islã” os criminosos atos contra a ordem pública perpetrados por hordas de marginais nos últimos dias. Além do traidor da pátria Moussavi e seus sequazes, creio que a severa advertência teve também um destinatário certo: o corrupto e traiçoeiro Ayatollah Hashemi Rafsanjani, verdadeiro ‘sumo sacerdote’ das elites iranianas, bem como um dos mais pérfidos agentes deste processo golpista, encetado pela ‘oposição’, de desestabilização do regime, processo esse que, se Deus quiser, logo será definitivamente esmagado.

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Em tempo: Gostaria também de ressaltar aqui o belíssimo, comovente desfecho deste histórico pronunciamento emitido hoje pelo Líder Supremo da República Islâmica do Irã:

We will do what we will have to do. I have an unworthy life, a defective body and little honor, which was given to me by you. I will put all of these on the palm of my hand and spend them on the path of the revolution and Islam.

Eis, meus caros confrades, o estofo de um verdadeiro LÍDER: 1) a capacidade de perceber que os princípios e ideais que orientam uma nação são muito mais importantes que qualquer de seus governantes; 2) a férrea disposição de lutar até o fim, com todos os meios à sua disposição, em defesa da virtude, da justiça, da verdade e do bem do povo.

Parabéns, Ayatullah Sayyid Ali Hoseyni Khāmenei, pois hoje definitivamente demonstraste ser um vero GIGANTE em meio ao enxame de insetos rastejantes que tragicamente governam grande parte das nações em nosso desafortunado planeta.


VIVA A REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃ!!!



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Ten. Giovanni Drogo

Forte Bastiani

Fronteira Norte - Deserto dos Tártaros

quarta-feira, junho 17, 2009

Bravo, Mahmoud Ahmadinejad!!! - II

Alphonse van Worden - 1750 AD




Confrades:

Enquanto uma odiosa minoria de marginais teleguiados por interesses exógenos tenta perturbar a ordem pública na República Islâmica do Irã, o LEGÍTIMO presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, reeleito através de CONSAGRADORA vitória no último dia 12, compareceu normalmente à reunião de cúpola da OCS (Organização de Cooperação de Shangai, onde fez uma análise das mais pertinentes a propósito da atual conjuntura internacional.

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Na Rússia, Ahmadinejad diz que "era dos impérios acabou"

EKATERINBURGO - "A Era dos Impérios acabou", afirmou o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad na reunião de cúpula da Organização da Cooperação de Xangai, que acontece na cidade russa de Ekaterinburgo.

"A ordem capitalista internacional está se dobrando", afirmou Ahmadinejad na abertura da reunião do grupo integrado pela Rússia, China e países da Ásia central. "É evidente que a era dos impérios acabou e não voltará a renascer", acrescentou.

Ahmadinejad assiste à cúpula realizada na cidade russa de Yekaterimburgo, nos Urais, como observador, junto com os presidentes do Afeganistão e do Paquistão, o primeiro-ministro da Índia e um enviado mongol.

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Bravo, Ahmadinejad! 'Bravo!' uma vez mais, por proclamar a verdade de forma límpida e corajosa: a 'era dos impérios' realmente terminou, e nada do que essas entidades satânicas possam fazer, inclusive açulando contra o regime hordas de traidores da pátria, poderá desestabilizar a gloriosa República Islâmica do Irã!

domingo, junho 14, 2009

Celebremos, irmãos d'armas!!!







Assomam-me aos olhos veras lágrimas de intenso júbilo, diletos confrades, ao testemunhar este mirífico acontecimento histórico que foi a AVASSALADORA, verdadeiramente CONSAGRADORA vitória obtida ontem por Mahmoud Ahmadinejad nas eleições presidenciais iranianas. Sufragado por 62,63% dos votos válidos, o presidente reeleito logrou um triunfo que não pertence apenas a ele, mas sim à toda a Ummah iraniana, amplamente favorável aos gloriosos e justos ideais que pautaram a Revolução Islâmica liderada pelo ínclito Ayatulllah Ruhollah Khomeini. Consoante esplendidamente sintetizou o Líder Supremo, Ayatullah Ali Khamenei: "sejamos gratos por essa bênção divina."

Verificamos, pois, com inenarrável gáudio, que hoje, 30 anos após a consolidação do processo revolucionário islâmica, o rutilante legado de Khomeini permanece incólume: o sábio Ayatollah Khamenei, os demais clérigos e juristas do Conselho dos Guardiães e da Assembléia dos Estudiosos, bem como o presidente Ahmadinejad, governam o país fervorosamente imbuídos do mesmos princípios acalentados pelo saudoso líder falecido em 1989.

Destarte, a República Islâmica do Irã há 3 décadas representa, e continuará a representar, um refulgente farol para todas as noções oprimidas pelas iniqüidades políticas econômicas do sistema imperialista internacional, enfim, um magnífico exemplo, um notável modelo alternativo de indômita altivez, impertérrita soberania e desenvolvimento nacional.

Por fim, às corruptas ratazanas 'reformistas', aos envenenadores da consciência pública, aos capitulacionistas e traidores da pátria, aos ingênuos e insensatos moutons de Panurge teleguiados pela mídia ocidental, resta agora, em respeito às palavras do Líder Supremo, submeter-se, por bem ou por mal, à decisão tomada pela esmagadora maioria do povo iraniano em prol das notáveis conquistas da Revolução Islâmica.

GLÓRIA ETERNA À REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃ!!!

VIVA O ABENÇOADO AYTULLAH ALI KHAMENEI!!!

VIVA O GRANDE PRESIDENTE MAHMOUD AHMADINEJAD!!!







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Ten. Giovanni Drogo

Forte Bastiani

Fronteira Norte - Deserto dos Tártaros

domingo, junho 07, 2009

Breve nota a propósito das próximas eleições presidenciais na República Islâmica do Irã

Alphonse van Worden - 1750 AD




Estimados irmãos d'armas:

Na próxima sexta-feira, dia 12 de junho, realizar-se-á o primeiro turno das eleições presidenciais na República Islâmica do Irã.

O pleito será, se calhar, um tanto quanto acirrado: além da dupla de candidatos 'reformistas' (leia-se: 'capitulacionistas' pró-Ocidente), o presidente Ahmadinejad terá como concorrente no campo 'conservador' (denominação empregue pelo habitual newspeak dos psitacídeos da mídia, é claro, pois na verdade trata-se do campo REVOLUCIONÁRIO) um ex-comandante das Pasdaran, Mohsen Rezael; trata-se, portanto, d'um nome provavelmente forte junto às forças armadas.

De acordo com as últimas pesquisas eleitorais, Ahmadinejad é apontado como favorito à reeleição; não é fácil, todavia, especular sobre a correlação de forças hoje predominante tanto na Assembléia dos Estudiosos quanto no Conselho dos Guardiões da Revolução. Certamente prevalecem os setores favoráveis ao processo revolucionário inaugurado em 1979, mas é possível que alguns clérigos sintam-se inclinados a apoiar Moussavi. Com efeito, tanto a Assembléia dos Estudiosos (ou 'Especialistas') quanto o Conselho dos Guardiões parecem estar ainda um pouco indecisos sobre o rumo a seguir, e é muito difícil 'tomar-lhes o pulso'. Destarte, dada a ascendência moral e espiritual, em suma, o grande respeito e consideração que esses veneráveis clérigos inspiram junto à maioria da população, as opiniões que emitem, ou pelo menos os 'sinais' que deixam transparecer, são de capital importância para o desfecho do pleito. O objetivo, caso s uma tendência 'renovadora' tome corpo, seria tão somente modificar, claro, a 'face pública' do regime, já que o poder de facto e de direito* FELIZMENTE está seguro em boas mãos, com a sabedoria, coragem que caracterizam a liderança do Ayatullah Khamenei.

Acredito, com fervorosa convicção, que prevalecerá o campo dos que se pautam pela defesa incondicional dos gloriosos ideais de Khomeini, mas Ahmadinejad não pode subestimar os movimentos de seus traiçoeiros adversários.

Por fim, particularmente torço pela reeleição de Mahmoud Ahmadinejad; não obstante, na remota hipótese de Rezael ser o vencedor, também ficarei satisfeito, ínclitos confrades.



* O ítem 10 do artigo 110 da Constituição da República Islâmica do Irã, que trata das funções e poderes atribuídos ao LÍDER SUPREMO, d'entre os quais inclui-se o poder de exonerar o Presidente da República:

10. Exoneração do Presidente da República, em nome dos interesses da nação, após a Suprema Corte tê-lo julgado culpado de violação de seus deveres constitucionais, ou então após votação da Assembléia Consultiva Islâmica, atestando sua incompetência para o exercício do cargo com base nos termos do artigo 89.

terça-feira, junho 02, 2009

Sobre o papel da URSS na II Guerra Mundial

Alphonse van Worden - 1750 AD





















Não é de hoje, egrégios confrades, que a pérfida máquina de propaganda do atlantismo talassocrático há décadas procura, de todas as formas, sob todos os pretextos e por meio de todos os expedientes, menoscabar o papel exponencial desempenhado pelas forças armadas soviéticas durante a II Guerra Mundial. Trata-se simplesmente d'um processo de falsificação histórica dos mais absurdos e indignos, tendo em vista o caráter de todo decisivo do esforço militar soviético na derrota do hitlerismo.

No que tange, pois, ao papel da URSS na II Guerra Mundial, basta fazer uma singela constatação empírica: verificar quem foi o maior responsável pelas perdas da máquina de guerra germânica, tanto em termos humanos quanto materiais, e aí se constata inapelavelmente que o Exército Vermelho foi o grande vencedor do conflito. Estima-se que 4/5 das baixas alemãs no conflito ocorreram em combates contra o Exército Vermelho. Só quem desconhece a história da II Guerra negaria que praticamente TODA a elite das forças armadas alemãs, suas melhores divisões e o que havia de mais moderno em termos de equipamento, foram empregues na guerra contra a URSS. E o facto de que as baixas soviéticas tenham sido maiores pouco importa, pois o que realmente conta é, numericamente falando, o EV enfrentou e destruiu o grosso dos efetivos alemães, dado que é incontestável. Numa guerra importa a vitória final, ponto.

Vale também SEMPRE lembrar que a guerra, para Hitler, foi a guerra no Leste, a 'guerra santa' para eliminar o Untermensch da face da Terra; todo o resto foi mera necessidade circunstancial.

Citemos alguns dados. Consoante o clássico History of the Second World War (Putnum, New York, 1971), de autoria do consagrado historiador militar inglês Sir Basil Henry Liddell Hart, de todo insuspeito de quaisquer veleidades filo-soviéticas:

- 80% do esforço de guerra alemão dirigiu-se à Frente Oriental.

- De 22 de junho de 1941 a 9 de maio de 1945, o Exército Vermelho destruiu ou colocou fora de combate 607 divisões da
Wehrmacht, cerca de 3,6 mais divisões que as enfrentadas pelos aliados anglo-americanos em conjunto no Norte da África, na Itália e no restante da Frente Ocidental.

Alguns outros números, só para dar uma pálida idéia da desproporção de forças concentradas pelos alemães nas frente Leste e Oeste:

Por exemplo, a distribuição das divisões alemãs em 1944:

Frente Oriental - 179
França e Países Baixos - 53
Países Balcânicos - 26
Itália - 22
Escandinávia - 16
Finlândia - 8

(D-Day (1981) - Brigadier Peter Young, Bison Books Limited)

Ou seja: enquanto a Frente Oriental concentrava 179 divisões alemães, TODAS as demais frentes de combate na Europa concentravam 125... naturalmente, isto tornou possível o desembarque anglo-americano na Normandia.

Falemos um pouco também sobre a Batalha de Kursk, a maior batalha de blindados em toda a História humana, que transcorreu durante julho de 1943 e que, em conjunto com a Batalha de Stalingrad, praticamente selou a sorte da Alemanha nazista no conflito.Vejam o que diz o historiador militar britânico Geoffrey Jukes (os grifos são meus):

"(...) no verão de 1943, Kursk ganhou o direito de atribuir-se o título de 'lugar mais importante do mundo', pois naqueles meses esteve no centro de um enorme bolsão, ou arco, na Frente Oriental, onde Alemanha fez seu último esforço no sentido de retomar a iniciativa estratégica das mãos do Eexercito Vermelho. O fracasso dessa tentativa como que selou o resultado da Segunda Guerra Mundial. As derrotas sofridas em Moscou e Satalingrad não foram tão aniquilantes, porque, depois delas, os alemães ainda encontraram meios de reunir-se e inflingir grandes reveses aos seus adversários soviéticos, numa demonstração de que haviam absorvido bem os golpes recebidos. Porém, depois de Kursk, os exércitos de Hitler viram-se forçados a uma retirada quase contínua, que terminaria dois anos depois entre as ruínas de Berlim."
(Kursk, the Clash of Armour (1968) - Geoffrey Jukes, Ballantine Books, NY)

É mister anda relembrar que Kursk reuniu a maior concentração de forças da história da Wehrmacht numa só batalha: cerca de 50 divisões, 16 delas panzer ou motorizadas, compreendendo cerca de 1 milhão de homens, 10.000 morteiros e canhões, 3.000 tanques e 2.000 aviões, "pilotados pelo grupo de elite da Luftwaffe, como a 'Esquadrilha de caças Mölders' e a 'Legião Condor'" (op. cit.)

Os preparativos foram tão acurados e cuidadosos que os alemães chegaram a adiar por duas vezes o início da 'Operação Cidadela' para que pudessem concentrar o maior número possível de tanques TIGRE e PANTERA - os mais poderosos produzidos pela Alemanha durante a Guerra. Por fim, é mister não esquecer que em Kursk as 9 divisões mais célebres do exército alemão enfim encontraram sua nêmesis:


Terceira divisão
panzer

Décima-primeira divisão
panzer

SS Gross Deutschland


SS Leibstandarte


SS Das Reich


SS Totenkopf


Sexta divisão
panzer

Décima-nona divisão
panzer

Sétima divisão
panzer


Por fim, sobre o tão propalado em prosa e versa auxílio norte-americano... sabe-se hoje que os números desta ajuda foram estratosfericamente exagerados para efeitos de propaganda ideológica durante a Guerra Fria.... a percentagem do programa de lend-lease no quadro geral do esforço de guerra soviético fica entre 5% a 8% do total, segundo qualquer estudo contemporâneo sério.

É mister sublinhar ainda que o Marechal Georgy Konstantinovitch Zukhov foi um dos maiores comandantes militares da História, um homem cuja folha de serviços e o número de vitórias decisivas quiçá só pode ser igualado, pelo menos no que se refere aos últimos 300 anos, por Napoleão. E há, vale dizer, uma notável distinção entre ambos, de todo favorável ao mavorte russo: Zhukov emergiu VITORIOSO da grande conflagração em que tomou parte...

De resto, ínclitos irmãos d'armas, ocorre aquilo que de sobejo já se sabe: há muita gente que julga 'aprender' alguma coisa sobre a II Guerra Mundial através do cinema hollywoodiano... que se há de fazer...?



Praxis: KAOS in overview
























Não é fácil (para não dizer impossível) escalonar em termos qualitativos os inúmeros projetos capitaneados por Bill Laswell (e isto sem mencionar as bandas em que ele 'apenas' co-participa, como Painkiller, Naked City, Arcana, Massacre, New York Gong, etc., etc., etc...), mas sem dúvida podemos dizer que o Praxis está entre os melhores.

Formado em NY no início dos anos 90, o supergrupo congrega nada mais nada menos que Laswell, Bernie Worrel, Buckethead e Brain como seus integrantes, além de contar com a participação eventual de figuras do porte de John Zorn, Les Claypool, Yamatsuka Eye, Bootsy Collins, Mick Harris, Mike Patton, etc.; ou seja, trata-se d'um verdadeiro who is who do que há de melhor no avant rock internacional, e isto sem dúvida se reflete em termos qualitativos no trabalho da banda, sempre na linha de frente da música contemporânea ao fundir com impressionante criatividade death metal, Hip Hop, dub, funk, jazz e ambient music.

Praxis lançou até hoje 5 discos de estúdio (o último - bastante irregular, infelizmente - foi lançado em janeiro deste ano, tão somente em edição japonesa, até onde sei). Merece especial destaque a trilogia inicial:


Transmutation (Mutatis Mutandis) (1992)


















Álbum de estréia, e a meu juízo o segundo melhor da banda, funciona como uma colisão contínua entre a hipnose dub do baixo de Laswell; as pirotecnias metálicas de Buckethead; a fluidez rítmica do funk nas mãos de mestres como Bootsy e Worrel; e a hipercinesia percussiva de Brain. O desempenho dos músicos é brilhante, e cada faixa é um primor de imprevisibilidade e invenção.

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Sacrifist (1994)



















Contando com a participação de John Zorn, Yamatsuka Eye e Mick Harris, Sacrifist soa como uma versão um pouco menos insana e descontrolada do Painkiller fase Guts of a Virgin / Buried Secrets; ou seja, exercícios de desconstrução do grindcore via free jazz para os que acham que o Painkiller exagera na dose de fúria sonora (o que não é o meu caso). Em todo caso, um ótimo álbum.

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Metatron (1994)



















Terceira e melhor encarnação da banda, aqui reduzida a um trio formado por Laswell, Buckthead e Brain. Metatron de certa forma retorna, com mais vigor e foco, à estrutura caleidoscópica da estréia, conservando alguns dos elementos mais caóticos empregues em Sacrifist. A produção, simplesmente excepcional, tem a mesma densidade 'oceânica' do Painkiller fase Execution Ground, conferindo assim maior impacto as intrincadas geometrias 'schizo ambient dub electronic metal from cyberhelll' urdidas pela fabulosa trinca. Enfim, um DISCAÇO, que sem dúvida merece ser incluído num top 10 90's.



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Ten. Giovanni Drogo

Forte Bastiani

Fronteira Norte - Deserto dos Tártaros