sexta-feira, agosto 01, 2008

A mulher no mundo islâmico: uma breve reflexão e alguns dados estatísticos iranianos a considerar

Alphonse van Worden - 1750 AD






É moeda corrente na imprensa 'livre' (livre do poder econômico certamente não é...) do Ocidente a condenação unânime a situação da mulher do mundo muçulmano, sobretudo quando comparada à mulher nas sociedades ocidentais. Pois muito bem, examinemos isto um pouco mais detidamente.

Devemos, em primeiro lugar, lembrar que o terreno das comparações e analogias é infindável, e via de regra serve para confirmar qualquer perspectiva, como muito bem sabemos. Diferentes índices podem ser interpretados das mais diversas formas consoante a vontade do freguês, servindo a tal ou qual interesse político-ideológico.

É também mister discutir o significado profundo do termo 'liberdade': os liberais, por exemplo, acreditam que um homem que não tem o que comer, onde morar ou onde estudar é 'livre' desde que sua liberdade meramente formal e jurídica esteja 'legalmente' amparada; outros consideram 'livres' processos eleitorais contaminados pelo poder econômico privado, como ocorre em TODAS as soi disant 'democracias' ocidentais.

No que concerne propriamente às mulheres, é uma mistificação grosseira, ideologicamente teleguiada, etnocêntrica e, ao fim e ao cabo, preconceituosa, falar sobre 'liberdade' unicamente a partir da perspectiva cultural ocidental. É preciso analisar o modo de viver das mulheres do Islã a partir do que ELAS sentem e pensam, e não partir dos preconceitos de 'feministas' ocidentais, que não raro consideram, por exemplo, o sexo com crianças como expressão de 'livre arbítrio' e 'amor livre'. Façamos um exame de consciência: quais são nossas fontes de informação sobre a mulher islâmica? Quão livres de distorções ideológicas tais fontes estão? Quão desprovidas de injunções políticas contrárias ao mundo muçulmano? Devemos ser humildes e reconhecermos que nossos meios de comunicação nos informam muito mal sobre a real situação da sociedade civil nos países islâmicos, onde, aliás, desfruta-se de variados graus de desenvolvimento e liberdade, ao contrário da patética visão monolítica difundida pelos EUA. Apenas para citar uma corriqueira manifestação desse pernicioso 'confusionismo' ideológico: não raro vejo pairar uma enorme confusão envolvendo os termos hijab, chador e burka, como se fossem peças de vestuário indiscerníveis e/ou intercambiáveis entre si; ora, isto não é verdade, como qualquer um pode verificar através d'uma rápida pesquisa na internet. O governo iraniano, por exemplo, instrui (malgrado não as obrigue, que fique bem assente) as mulheres a usarem o hijab na esfera pública, sendo compulsório o uso do chador tão somente em determinadas cerimônias religiosas; a burka, por sua vez, não é usada no Irã. É mister, pois, nos dirigirmos às fontes diretas, às mulheres muçulmanas, com a alma livre de idéias preconcebidas, patranhas deliberadas e ocidentalismos atoleimados; há, antes de mais nada, que fazer um profundo exame de consciência a respeito de nosso próprio modus vivendi: uma sociedade onde viceja a prostituição infantil de meninas; onde o sexismo grassa nos meios de comunicação e na publicidade, com as mulheres sendo reduzidas a bundas e seios ambulantes; onde a beleza de uma mulher é muito mais valorizada que sua sensibilidade e inteligência; onde mulheres que fazem de sua intimidade um degradante espetáculo público são veneradas; sinceramente, uma sociedade caracterizada por tais fatores respeita a dignidade da mulher?

Vale dizer, aliás, que a mídia mainstream não é a única esfera de distorção sistemática da realidade islâmica; também a 'esquerda' acadêmica, mormente a de cariz feminista, indulge nas maiores barbaridades e incompreensões a propósito das sociedades muçulmanas. Claro está que a República Islâmica do Irã é um país culturamente conservador, pautado por costumes rígidos. Mas reparai, irmãos d'armas: a sociedade como um TODO é conservadora em termos de costumes, e isto obviamente inclui também as mulheres... é mister, por exemplo, ter em conta que cerca de 60% do eleitorado feminino votou em Mahmoud Ahamadinejad no último pleito presidencial; ademais, a educação religiosa das crianças no lar, tanto de meninas quanto de meninos, tradicionalmente está a cargo das mulheres, de modo que elas exercem participação axial na formação da mentalidade da sociedade iraniana. Outra coisa: a luta pelo direito ao uso do hijab e do chador foi umas principais bandeiras de luta da revolução iraniana, uma vez que a política política do Shah da Pérsia reprimia brutalmente o uso destes seculares aparatos. Tal medida era parte vital do principal projeto de 'engenharia social' da ditadura de Pahlevi, que visava neutralizar as matrizes culturais e religiosas da nação iraniana, de modo a torná-la dócil e receptiva à dominação imperialista; afortunadamente, contudo, o orgulho ancestral da nação persa não permitiu tal barbaridade. Destarte, Teheran, Isfahan e outras cidades do país foram convulsionadas em 1978 e 79 por colossais passeatas de mulheres defendendo o direito ao uso do hijab e do chador.

Isto posto, gostaria de citar, a propósito do tema adrede aludido, algumas estatísticas e considerações disponibilizadas pelo site da embaixada da República Islâmica do Irã no Brasil (http://www.webiran.org.br). E antes que porventura aleguem ser parcial a fonte mencionada, relembro uma obviedade amiúde olvidada entre nós: toda fonte de informação é parcial.


A situação das mulheres na sociedade contemporânea no Irã

"Em geral a situação da mulher progrediu em anos recentes. Existem alguns indicadores com relação à mulher no Irã como segue abaixo:

1. População: a metade da população iraniana está composta por mulheres. Em 2001 a população de mulheres era de 32 milhões.

2. Educação: a porcentagem de mulheres acima dos seis anos era de 80,5 por cento no ano de 2002, isso mostra um crescimento de 6,3 por cento em comparação com o ano de 1995.

3. Ensino Técnico: o numero de unidades de educação técnica no país para as mulheres era de 300 unidades no ano de 2002. O número de unidades para homens era de 350, isso mostra que houve um aumento significativo em relação às instituições para mulheres em anos recentes.

4. Ensino Superior: em 2002, 61,5 por cento dos estudantes que ingressaram nas Universidades foram mulheres.

5. Atividades Políticas e Sociais: o número de mulheres nomeadas para o Congresso nas eleições passadas teve um aumento de 44% e no total 12 mulheres foram eleitas como representantes. Atualmente, as mulheres constituem 7,3 por cento do total de membros do Congresso. Com relação à Câmara de Vereadores 11% dos membros são mulheres. Trinta e oito por cento das mulheres nas cidades são membros desses conselhos. Nas áreas rurais o número é de mais de 60%.

6. Administração Executiva: o número de mulheres administradoras no país é de 3.029. 5,2 por cento do total de cargos administrativos são das mulheres. Cinqüenta e quatro por cento das mulheres associadas com a administração pública tem Curso Superior.

7. Em 2002: 30% do total da administração pública pertenciam às mulheres.

8. Participação Cultural: o número total de mulheres ativas em publicação era de 539 no ano de 2000. Novecentas mulheres estão envolvidas na imprensa e com editores chefes. Quarenta e oito por cento das mulheres ocupam cargos nas bibliotecas.

9. Esportes: até o final do ano de 2000 o número de centros esportivos para mulheres era de 1.359 em nove unidades. Em geral, existem três milhões e quinhentas mil mulheres ativamente envolvidas no esporte. Existem um milhão e setecentas profissionais do esporte, e também 26 mil mulheres no ensino do esporte.

Na sociedade evolucionária iraniana, os progressos da revolução deixaram suas marcas no campo feminino. Por esta razão, o aumento da população e os planos para as novas necessidades em relação à posição mundial das mulheres na economia, política e cultura, influenciaram o seu cotidiano. Baseado nisto, para um melhor conhecimento da posição da mulher após a Revolução Islâmica, torna-se necessário a análise de diversas variáveis principais, entre elas:

Baseado em estatísticas, a população do Irã no ano de 1991 era de 56 milhões de pessoas, das quais 48% eram mulheres. E ainda, a população feminina entre 1976 e 1991 aumentou de 14 milhões para 27 milhões.

Entre 1976 e 1977 existiam 102.924 professores do sexo feminino do total de 194.420 profissionais desta área nas escolas do país. Entre os anos de 1986 e 1987, do total de 426.027 professores nas escolas, 199.334 eram do sexo feminino. Entre os anos de 1991 e 1992, do total de 548.546 professores nas escolas, 271.195 eram mulheres. Isto mostra o quadro feminino envolvido nas atividades de educação.

No ano de 1976, as mulheres ocupavam 13% das posições de trabalho no setor científico e de tecnologia. Essa porcentagem aumentou e no ano de 1986 chegou a 32,8% e no ano de 1991 chegou a 39,7%. Em 1991, 650 mulheres trabalhavam no setor de serviços. As estatísticas mostram que no ano de 1993, cerca de 1,97 milhões de profissionais trabalharam no serviço público, dos quais 603 mil eram mulheres.

A maioria das mulheres que trabalham no serviço público encontra-se nos ministérios da Educação, Saúde, Minoria, Energia e Indústria e Mineração, onde as obrigações são de natureza tecnológica e industrial.

Nas universidades, 5,7% dos professores titulares são do sexo feminino, 16,5% são professores adjuntos, 21,9% são professores assistentes e 36,9% são professores auxiliares. No setor agrícola, cerca de 60% a 80% da força de trabalho é do sexo feminino. 15,3% dos funcionários de escritórios são do sexo feminino, 30% dos funcionários públicos são mulheres, 32% da população trabalhista ativa é composta de mulheres e 29,5% são donas de casa.

Zahra Shojaei, presidente do Centro de Assuntos de Participação das Mulheres da presidência da República, acredita que estes dados estatísticos deixam claro que as mulheres construíram a cultura do país. O doutor Tari, economista, acredita que apesar da estatística de 1998 mostrar cerca de 32% da população economicamente ativa como sendo do sexo feminino, deve-se observar que algumas mulheres não estão incluídas nesta porcentagem devido à sua presença na providência das necessidades da vida, o que possui um papel fundamental na economia do país.

De acordo com dados de 1986, somente 4,6 milhões de mulheres, ou 35,5% delas, eram alfabetizadas. De acordo com o último relatório do Sensu (contagem do número de habitantes), em 10 anos o número de mulheres alfabetizadas dobrou e chegou a 9,8 milhões, representando um aumento de 52,1%. De acordo com as estatísticas disponíveis, entre 1993 e 1998, 30% em média dos estudantes universitários e de centros avançados do governo eram do sexo feminino. Durante o ano letivo de 1995 e 1996, 47.746 mulheres formaram-se nas universidades nacionais. Baseado nas estatísticas de ensino superior entre 1990 e 2001, 685.454 mulheres se formaram nas universidades do país. De acordo com os estudos do secretário de informática da Organização de Administração e Planejamento Geral do país, no ano de 1999, 683.130 mulheres trabalhavam em diversas instituições do país, deste número, 364.874 possuíam educação superior. Esses dados nos dizem que em 2001, do total de 2.292.634 servidores públicos, 710.233 eram do sexo feminino.

De 1997 até hoje, a porcentagem de mulheres aprovadas em vestibulares vem aumentando regularmente. Apesar de ainda a maioria dos aprovados nas áreas de engenharia e tecnologia ser do sexo masculino, o fato é que 60% dos graduados são do sexo feminino, o que mostra que elas estão formando um novo campo da força de trabalho. Apesar disto, levando-se em conta a situação de emprego, a população feminina tida como dona de casa, a qual é considerada inativa, nos três períodos de 1976-1986, 1986-1991 e 1991-1996, possuiu um aumento anual médio de 6,8%, 1,3% e 1,7%, respectivamente. Essas mudanças são conseqüências da cultura geral e da maneira como o governo passou a administrar a sociedade feminina no que diz respeito às suas políticas de trabalho nos primeiros anos após a revolução, tanto dentro como fora de casa.

Os recursos direcionados às mulheres no ano de 2001 em relação ao ano de 1996 foi 60 vezes maior apesar do fato de no ano de 1997 o orçamento do governo não incluir um plano específico direcionado às mulheres.

No aspecto cultural, até 1995, o número de mulheres envolvidas com o cinema era de 900 e o número de mulheres envolvidas com a televisão era de 1800. Neste mesmo período existiam 10 revistas direcionadas especificamente às mulheres, e ainda: 13% dos jornalistas eram do sexo feminino e 22% delas estavam envolvidas com o setor de notícias."

Realismo e Arte Revolucionária




Gostaria de tratar aqui, diletos confrades, da questão da estética "realista" (dominante em qualquer meio de comunicação contemporâneo) e de sua utilização como instrumento de doutrinação ideológica.

Uma das principais características invocadas pela retórica realista é a sua pretensão de levar a cabo uma expressão fiel da realidade. Não é difícil, vale dizer, perceber a falsidade de tal argumentação. Toda manifestação artística constitui, antes de tudo, um discurso; ou seja, se formula como representação sobre algo, se distinguindo, naturalmente, do que pretende representar, uma vez que "se A é A, é impossível que seja ao mesmo tempo e na mesma relação, não-A", como reza o princípio da não-contradição. Um discurso não pode se constituir como um expressão fiel da realidade justamente porque se trata de uma representação, de uma mediação entre o indivíduo e seu objeto de consideração. Desse modo, a arte realista é, assim como todos os demais discursos que o homem produz, uma construção intelectual sobre o Real. E é justamente na ilusão que provoca de ser a própria realidade que reside o seu potencial de manipulação do pensamento.

A narrativa linear, característica marcante de toda a arte realista, é um dos mais poderosos instrumentos para a execução do projeto didático do realismo. Observando bem constataremos que, salvo raras exceções, todos os produtos veiculados pela indústria cultural e pelos meios de comunicação de massa fazem uso da narrativa linear. O realismo é, portanto, o estilo dominante na indústria cultural, pois permite que toda uma série de condicionamentos ideológicos seja transmitida de maneira sutil, uma vez que o espectador não percebe que está diante de um discurso, de uma representação, acreditando estar diante da própria realidade. Enquanto isso, podemos notar que o distanciamento, condição necessária para que o espectador possa refletir sobre o que está vendo, é um dos elementos fundamentais da arte revolucionária, como podemos notar, por exemplo, de modo significativo, na obra de Bertolt Brecht, um dos maiores artistas revolucionários do século XX. É importante sublinhar que o artista revolucionário, ainda que obviamente comprometido com a transformação revolucionária da sociedade em que vive, não pretende doutrinar o público, mas oferecer propostas, possibilidades de discussão, alimentando o livre jogo das idéias e concepções, pois é de tal fonte que nasce a consciência revolucionária.

É fundamental salientar, todavia, que o realismo não é patrimônio exclusivo das manifestações culturais, por assim dizer, "conservadoras". O chamado realismo socialista, fruto maldito da política cultural do stalinismo, apesar de sua retórica falsamente revolucionária, se afirmou sim como um mecanismo importante da estrutura de doutrinação ideológica em massa do regime, sufocando a arte verdadeiramente revolucionária das vanguardas soviéticas da década de 20.

Em seu ensaio Arte Revolucionária e Arte Socialista, que integra o livro Literatura e Revolução (1924), o líder revolucionário Leon Trotsky, já preocupado com a possibilidade de uma Arte controlada pelo dirigismo político-ideológico, vê no acesso irrestrito ao patrimônio cultural da humanidade, e especialmente na elaboração de um novo paradigma artístico, o caminho para um humanismo revolucionário, que potencialize todas as dimensões do Humano.

Considerando a Arte como o ponto de encontro entre a matéria e o espírito, Trotsky acredita que a formação artística do indivíduo o libertará da mecanização ditada pela vida cotidiana, livrando-o do automatismo psíquico consumista da sociedade capitalista. Para o revolucionário russo, o processo de construção da nova ordem política e econômica deve ser forçosamente acompanhado pelo surgimento de uma nova consciência revolucionária, que estabeleça o humanismo socialista como base para relações humanas renovadas e solidárias. A Arte socialista deve expressar o sentimento da sociedade que se transforma, deve se manter em íntima conexão com as novas aspirações que o processo histórico traz em seu bojo. Realista ou abstrata, livre de "dirigismos" tacanhos e reducionistas, refletirá, não menos pela sua forma do que pelo seu conteúdo, a necessidade do homem, que deseja a sua emancipação, a angústia do povo que luta para se libertar. A arte será o espelho dessa realidade ou o instrumento que ajudará a transformar essa realidade. E, quando o homem superar a sociedade de classes e a alienação, ele retornará às suas fontes reais na sociedade, às suas raízes humanas. A arte confudir-se-á nas relações concretas do homem com o próprio homem, do homem com a natureza. Desse modo, a arte irá produzir uma nova consciência humanista, que irá alavancar o processo de fortalecimento das conquistas da revolução. Trotsky não admitia a arte dirigida, instrumento puro e simples de de propaganda partidária. A arte, como produto da vida social, reflete as realidades de uma época e todas as suas contradições. Não existe, dessa maneira, arte sem conteúdo ou tendência. Imprimir-lhe, contudo, o caráter de propaganda é converte-la de sistematização de sentimentos em sistematização de estereótipos. O Partido Comunista, no seu entender, não deveria interferir nas controvérsias e nas disputas entre as diversas escolas artísticas, assumir a posição de um círculo literário, mas salvaguardar os interesses históricos do povo no seu conjunto. Como que prevendo a degenerescência do stalinismo que, posteriormente, criou uma arte oficial, na verdade acadêmica e burocrática, sob o epíteto de "realismo socialista", Trotsky proclamaria: "a arte não constitui um terreno onde o partido possa mandar". O Partido pode e deve conceder um crédito de confiança aos diversos grupos que procurem, sinceramente, aproximar-se da Revolução, a fim de ajudá-los na sua realização artística.

A desumanização, a despersonalização do homem soviético, processo que foi alimentado pela política cultural implementada por Stalin e Zdanov, confirmou os vaticínios de Trotsky. A vigilância implacável do partido sufocou a criação artística, obstruindo a formação de uma verdadeira consciência socialista. Sem esta consciência, fundamental para a construção do socialismo em bases sólidas, o regime degenerou em um autoritarismo obscurantista, que após a morte de Stalin, deu lugar a uma estagnação permanente. O humanismo marxista foi substituído, de início, pelo terror de Estado, e depois, pela preguiça, pela inércia mental. O resultado desta evolução é conhecido por todos.O caso mais emblemático desta tragédia talvez tenha sido o suicídio, físico e "cultural", do extraordinário poeta e revolucionário soviético Vladimir Maiakovsky. Tachado pelos intelectuais oficiais do stalinismo como "incompreensível para as massas", o poeta respondeu-lhes, em uma de suas últimas obras antes do suicídio, o grande poema trágico A plenos pulmões, com a seguinte declaração profética: "depois de morto falarei como um vivo". Assassinado pelos coveiros da Revolução, Maiakovsky permanece cada vez mais vivo como o símbolo máximo de uma arte genuinamente revolucionária, libertadora de homens e consciências.






Ten. Giovanni Drogo

Forte Bastiani

Fronteira Norte - Deserto dos Tártaros