quinta-feira, setembro 24, 2009

Bravo, Mahmoud Ahmadinejad!!! - IV




President Mahmoud Ahmadinejad says the Israeli regime is committing "genocide" against the Palestinian people

__________


"How can one imagine that the inhumane policies in Palestine may continue to force the entire population of a country out of their homeland for more than 60 years by resorting to force and coercion; to attack them with all types of arms and even prohibited weapons," Ahmadinejad said at the 64th UN General Assembly on Wednesday.

To the chagrin of the international community, the occupiers are called "peace-lovers", Ahmadinejad said, hinting at Israel.

"How can the crimes of the occupiers against defenseless women and children and destruction of their homes, farms, hospitals and schools be supported unconditionally by certain governments, and at the same time, the oppressed men and women be subject to genocide and heaviest economic blockade being denied of their basic needs, food, water and medicine," the Iranian President stated.

"They (Palestinians) are not even allowed to rebuild their homes which were destroyed during the 22-day barbaric attacks by the Zionist regime while the winter is approaching. Whereas the aggressors and their supporters deceitfully continue their rhetoric in defense of human rights in order to put others under pressure," Ahmadinejad said.

_________


BRAVO, Ahmadinejad, BRAVO!!! Mais uma vez o egrégio presidente iraniano, desta feita na tribuna da Assembléia Geral da ONU, teve a ombridade de denunciar os crimes contra a Humanidade perpetrados pelo horror sionista; e, mais uma vez, as 'galinholas diplomáticas' das 'democracias' ocidentais (EUA, Alemanha, França, Dinamarca, Itália, etc.) saíram esbaforidas e soltando penas, sem coragem e decência para escutar a VERDADE.


MORTE AO MOLOCH SIONISTA!!!

VIVA A REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃ!!!





___

Ten. Giovanni Drogo

Forte Bastiani

Fronteira Norte - Deserto dos Tártaros

domingo, setembro 20, 2009

Roman von Ungern-Sternberg: 'a Morte como FÉ, não como temor!'

Alphonse van Worden - 1750 AD

*Uma vez mais em caráter de todo excepcional, ora publicaremos outro escrito de lavra alheia: meu dileto irmão d'armas Rafael Daher, ínclito guerreiro das hostes da ETERNIDADE na guerra cósmica contra as nefárias hordas do TEMPO.

Trata-se d'um breve, malgrado precioso, perfil a propósito de uma das figuras mais enigmáticas e fascinantes do século XX: o Barão Roman Nickolai Maximilian von Ungern-Sternberg (1886 - 1921); de família oriunda da aristocracia alemã radicada no Báltico, Ungern-Sternberg foi militar do Exército Imperial Russo, e lutou ao lado das forças 'brancas' na guerra civil que se seguiu ao triunfo da revolução bolchevique.



__________







Dizem que o Barão Ungern-Sternberg “vivia num mundo mágico”. Homem de comportamento contraditório e delirante, Ungern-Sternberg simboliza como poucos o ideal de “monge guerreiro sonhador”, mais tarde idealizado pela Guarda de Ferro do mártir Corneliu Codreanu. O general Wrangel*, que teve o barão como de um seus comandados, o descreveu como um soldado sedento por sangue, um verdadeiro caçador de homens.

Com base numa mistura entre Cristianismo Oriental, Budismo e crenças típicas dos povos da Ásia, o Barão criou uma doutrina singular sobre o karma e os destinos da humanidade, bem como seu ideal de criar um Império Pan-Asiático para resistir ao que ele considerava o ápice da degeneração do final de ciclo – o bolchevismo.

A herança principal que o Barão nos deixou é a seguinte: a do homem que permaneceu de pé entre as ruínas, e que lutou até o final da vida contra a degeneração, através de uma coragem e sede de sangue que eliminaram de seu ego todo rastro de humanidade, sentimentalismo e racionalismo, pois o que lhe interessava era o novo mundo em que ele já vivia, pois o combate neste aqui não passa de um espelho da batalha do Arcanjo Miguel contra Lúcifer; uma vida, enfim, que passa pelo Left Hand Path, definido pelo portentoso Alexander Dugin como o caminho do sofrimento, do drama, destruição, fúria, violência, o caminho onde tudo parece ruim – mas que é, ao fim e ao cabo, o único caminho real, seguido pela glória e imortalidade.



* Barão Pyotr Nikolayevich Wrangel (1878 - 1928), um dos principais comandantes da 'Rússia Branca' durante a guerra civil.

terça-feira, setembro 01, 2009

A Cruz e a Espada: Por uma nova síntese entre Ecclesia e Imperium

Alphonse van Worden - 1750 AD







É cada vez mais premente, preclaros confrades, a necessidade de regenerar espiritualmente a Cristandade; e, para tanto, a Europa é o princípio de tudo: à leste, sob o primado do Patriarca de Moscou; à oeste, sob a égide do Sumo Pontífice de Roma.

E tal mister não é uma preocupação recente, saliente-se: autores como TS Eliot e Chesterton, por exemplo, no século XX; Solovyov e Dostoyevsky, na segunda metade do século XIX; e anteriormente, homens como Joseph de Maistre e Donoso Cortés, e outros mais, já haviam atentado para este importante tópico.

Não obstante, creio que o alemão Novalis, consoante já asseveramos n’outra feita, se calhar foi o autor que melhor sintetizou a essência da questão. Em A Cristandade ou a Europa (1799), notável peça de apologética cristã, Novalis advoga um retorno à Idade Média, cuja unidade harmônica poderia regenerar uma Europa convulsionada por dissensões políticas e religiosas; seria, pois, o caminho para o ‘reencantamento’ do mundo moderno, fragmentado e desprovido de um sentido maior. A noção de um ‘todo’ uno e coerente, ou seja, de uma cosmovisão capaz de articular de forma convergente e coesa as instâncias política, econômica, cultural e religiosa, bem como de conferir transcendência à vida social, é a perspectiva dominante neste escrito, consoante sua notável abertura nos revela: “Belos, esplêndidos tempos: a Europa era terra cristã, e a Cristandade habitava una este recanto de mundo humanamente configurado...”.

Assim sendo, o autor crê que a Europa deixara de ser um paraíso sobre a terra devido à evolução das relações comerciais, que gerou o esfacelamento do continente em vários estados nacionais beligerantes; e enquanto o continente não retornar à unidade transcendente em Cristo, Novalis, deveras sombrio, assevera que “o sangue correrá através da Europa”, sublinhando que apenas "a religião será capaz de ressuscitar a Europa, bem como de dar segurança a seu povo... e o resto do mundo aguarda pela ascensão e reconciliação da Europa, de maneira a somar-se a ela e assim ingressar no Paraíso”.

Destarte, a pergunta que se impõe é a seguinte: seria o ideal de Novalis, e de tantos outros ilustres autores, ainda plenamente realizável no mundo contemporâneo...? Decerto que não, mormente em termos de organização econômica, dada a extrema complexidade operacional dos mecanismos de gestão na atualidade, bem como o entrelaçamento dinâmico dos ativos financeiros em escala global; quero crer, todavia, que é algo parcialmente exeqüível como movimento cultural, e que, portanto, é possível pugnar por tal iniciativa, que seria não apenas sobremaneira salutar para o continente europeu, mas também para todos nós que, cultural e espiritualmente, somos herdeiros do Velho Mundo.

O grande busílis radica, contudo, na trágica incompreensão, por parte de muitos cristãos, de que tanto o socialismo quanto o liberalismo são tão somente as 'duas cabeças de Janus' do maior inimigo histórico da fé cristã: o iluminismo.

O movimento que tenho em mente deveria partir d'um esforço concreto, verdadeiramente efetivo, de convergência entre ortodoxos e católicos. Ora, as razões que conduziram ao Cisma de 1054 são hoje, em sua esmagadora maioria, questões históricas inteiramente mortas, ou então sutis bizantinismos teológicos que, sejamos francos, hoje só interessam à 'meia dúzia de três' doutíssimos nefelibatas.

Mesmo havendo um legado de incompreensões mútuas, de arestas a serem aparadas, é mister superar tais contenciosos em nome d'um móvel infinitamente mais importante: a preservação da Cristandade, isto é, do pilar central de nossa fé, de nossa cultura, de nosso próprio destino. O báratro em que estamos mergulhados, há que ter plena ciência disto, é profundo demais para ficarmos agora, com o perdão da rude expressão, a perder tempo com filigranas teológicas. Católicos e ortodoxos deveriam, de facto, marchar juntos, quer estejam 'formalmente' unidos ou não, contra o deletério legado iluminista.

Isto posto, é de meu talante discorrer a propósito das tribulações que envolvem , no que concerne ao móvel em tela, mais e especificamente a Igreja Católica.

Muito bem: a Igreja Católica parece ter paulatinamente perdido, a partir da segunda metade do século XIX, sobretudo, tanto a capacidade quanto a CORAGEM (o que é ainda pior!) de organizar-se e atuar politicamente de forma integrada, abrangente, incisiva. A Igreja está intimidada, acovardada... e o que é mais grave: assumiu compromissos obscuros e inconfessáveis com forças que vão inteiramente de encontro à essência da cosmovisão cristã. A Igreja sabe muito bem o quanto a modernidade lhe é hostil; não obstante, ao mesmo tempo, já foi cooptada pela 'Hidra Iluminista' em vários aspectos, os quais teme olhar de frente.

Assim sendo, as piores vicissitudes ocultam-se no âmago, no ventre da própria Igreja, que parece não ter mais genuína fé em si mesma. E se a Igreja tivesse noção da capacidade que, apesar de tudo, ainda detém, no imo de sua mais recôndita e primordial substância, de sacudir os alicerces do 'Reino da Quantidade'...!

No intuito, contudo, de tentar reverter tal tendência , de todo perniciosa, a Igreja deveria, em primeiríssimo lugar, reafirmar de forma cabal, visceral, inequívoca, incontrastável e insofismável, a absoluta incompatibilidade existente entre a essência da doutrina católica e as ideologias da Modernidade, ou seja, o liberalismo e o socialismo; o que, em outras palavras, significa dizer: 'capitalismo e comunismo, liberalismo e marxismo, não nos servem, não refletem a nossa fé, a nossa índole profunda, a nossa orientação moral, a nossa missão, o nosso destino!’.

Claro está que isto a princípio teria um efeito tão somente 'conceitual' em termos de ação política, algo d’alcance mormente doutrinário; tal iniciativa, porém, constituiria, tenham certeza, um grande ponto de inflexão, um verdadeiro divisor d'águas em termos de simbolismo político, filosófica e espiritual.

Não obstante, o que venho percebendo nos últimos lustros, mormente entre algumas seara de ‘tradicionalistas católicos', é uma notável disposição e galhardia na hora de condenar o marxismo, o socialismo, o comunismo, o anarquismo, etc... pois bem: mas e na hora de 'descer o sarrafo', em bom e castiço português, nas perversões do liberalismo, nas iniqüidades espirituais, morais e sociais do capitalismo, o que acontece com toda essa valentia e determinação? Simplesmente DESAPARECE, evapora , desintegra-se, e a grande maioria passa a portar-se como carneirinhos dóceis e submissos! Ora, que significa isso, se não uma desprezível manifestação de hipocrisia?!?

Prossigamos, contudo: em segundo lugar, ou seja, reiterada e proclamada, em alto e bom som, a TOTAL e DEFINITIVA ruptura da Igreja em relação às ideologias iluministas, deveria a Santa Madre dar início a um amplo, intenso processo de preparação para a ação política efetiva. Tal dinâmica passaria, claro está, pela releitura da vasta tradição da teologia política católica; pelo exame do catolicismo enquanto 'forma política' (apud Carl Schmitt) através dos séculos; pela retomada de velhas idéias ora olvidadas e, conseqüentemente, pela formulação de novas propostas a partir d'um saber acumulado per saecula saeculorum.

Que se repense, pois, em novas bases, isto é, tendo em vista o contexto hodierno, as idéias de Santo Agostinho, Eusébio de Cesaréia, Savonarola, Marsilio da Padova, William of Ockham, S. Tomás de Aquino e outros grandes teólogos que refletiram a propósito das relações entre IGREJA e ESTADO ou seja, entre os 'braços' espiritual e secular; a doutrina social da Igreja; a virilidade marcial dos gibelinos; a admirável 'engenharia administrativa' implementada por Santo Inácio de Loyola na Societas Iesu; o modelo 'distributivista' de Chesterton e Belloc; o 'princípio de subsidiariedade' proposto por Pio XI; etc., etc., etc., em suma, todo o riquíssimo legado de perspectivas teóricas e experiências históricas da Igreja na esfera da política, de maneira a descortinar novos horizontes de organização social que de facto encarnem legitimamente as doutrinas da Igreja. Enfim, há que 'colocar a cabeça para funcionar', ‘meter as mãos na massa’, envidar todos os esforços para salvar / restaurar o que for possível no que tange ao VERDADEIRO Ocidente.

E acrescento: hoje, mais do que nunca em sua História, a Igreja precisa ter a sabedoria incorporar o que houver de proveitoso nas grandes tradições gnósticas ocidentais (antes tão vilipendiadas e perseguidas), sobretudo pelo facto de terem acumulado um profundo legado de revolta messiânica contra a 'REALIDADE'.

Desnecessário sublinhar, creio eu, que há no mundo contemporâneo uma galáxia de transformações, deformações e disfunções irreversíveis; miríades de circunstâncias incontornáveis; que '"falar é fácil"; que "o papel aceita tudo"; etc., etc., etc... estamos, pois, plenamente cientes de todas as dificuldades, vicissitudes, obstáculos e ameaças em nossa jornada, sem dúvida... mas d'uma coisa, não obstante, temos plena certeza: o que em absoluto não mais pode ser tolerado é ver a Igreja assistir, de braços cruzados, inerte, se calhar já em estado de quase catatonia, à desintegração da civilização que Ela gerou. Há que recuperar, da maneira e na proporção em que for possível, a férrea disposição para a ação política que a Igreja já teve . Onde está, por exemplo, o fervor militante, o ímpeto marcial, a 'ira santa' de Santo Inácio de Loyola e sua excelsa ordem, os gloriosos 'soldados da Igreja'? É mister retomar esse espírito, mesmo que a princípio em plano meramente simbólico.

À guisa de encerramento, há que ainda tecer uma consideração: enganam-se, profunda e tragicamente, os que vêem na ascensão do Islã xiita uma ameaça à sobrevivência da civilização cristã; a verdade caminha precisamente em sentido contrário, aliás: uma Igreja revigorada, confiante, pejada de ânimo combativo, teria no Islã xiita um precioso aliado na revolta contra o mundo moderno. Devemos buscar um agir político que emerja do próprio imo da consciência religiosa; ou, melhor dizendo, um impulso de transformação social, cultural e espiritual que nasça não da razão política, mas dos postulados transcendentes da fé, que faça da religião um agir político, e vice-versa. Portanto, a despeito de quaisquer dissensões de âmbito doutrinário (que são múltiplas e inexoráveis, seria uma estultícia negá-lo), penso que a Igreja deveria estudar atentamente o eloqüente exemplo da Revolução Islâmica iraniana: com efeito, a liderança de Khomeini, a um só tempo demonstrando extrema sagacidade e fidelidade aos cânones de sua religião, não canalizou politicamente o Islã para fazer a revolução iraniana, ou seja, não fez uso da religião para agir politicamente, mas sim lançou mão da política para atuar religiosamente em prol da regeneração espiritual e moral de seu país.

Eis, enfim, ó irmãos d’armas, o cerne, o Alpha e o Omega de toda a questão!


I put a spell on you!!!





























Indubitavelmente uma das figuras mais insanas e extravagantes em toda a história da música pop norte-americana. Como seu epíteto decerto já nos tranfigura, Screamin' Jay Hawkwins guindou a tradição do shoutin' blues sulista aos mais extremos paroxismos de força expressiva e teatralidade maníaca. Com seu canto onomatopaico, pontuado por gritos, urros, gargalhadas, soluços, uivos, lamentos e imprecações diversas, o formidando negão conferiu às suas canções uma aura a um só tempo hilariante e alucinatória, mescla de feitiçaria voodo, deboche irrefreável e cartoon musical ambulante; acrescente-se a isso suas estapafúrdias letras sobre temas como bruxaria, possessão demoníaca, missas negras, canibalismo e sexo animal, de todo ultrajantes para a América moralista dos anos 50, bem como suas impagáveis performances ao vivo com velas, amuletos satânicos, caveiras flamejantes, caixões autênticos e outros 'exus' (isto pelo menos duas décadas antes de entidades como Alice Cooper, George Clinton ou Cramps!), e o resultado é um ícone verdadeiramente singular e imprescindível para os amantes do lado selvagem do rock'n'roll.

A coletânea em tela, Voodoo Jive: The Best of Screamin' Jay Hawkins, editada sob os auspícios da costumeira competência e bom gosto da Rhino Records, sem dúvida reúne o essencial de Hawkins: desde suas abstrusas versões para standards originalmente 'caretas' como I Love Paris (Cole Porter) e Person to Person (McCarthy, Monaco); passando por r&b's frenéticos como Little Demon, Just Don't Care, Yellow Coat e Move Me; até enfim chegar aos inclassificáveis cavalos de batalha do mestre, fundindo blues trovejante, psicose voodoo à beira de um ataque de nervos e putaria generalizada em maravilhas como Alligator Wine (cuja genial produção evoca a fauna dos bayous no deep south em meio ao desvario vocal de Hawkins), I Put a Spell on You (registrada com a banda totalmente alcoolizada), Frenzy (com a fera devidamente desatinada), (She Put The) Wamee (On Me) (uma das letras mais sacanas de todos os tempos), I Hear Voices (com todas as assombrações do mundo competindo em alopramento com o bluesman n'outra produção memorável), Feast of the Mau Mau (encenando um convescote de canibais numa das teatralizações mais cômicas e desarvoradas de sua carreira) e Constipation Blues (inacreditável sinfonia de espirros, escarradas e soluços em 'homenagem' à gripe!).







Ten. Giovanni Drogo

Forte Bastiani

Fronteira Norte - Deserto dos Tártaros