quarta-feira, abril 22, 2009

Bravo, Mahmoud Ahmadinejad!! - I

Alphonse van Worden - 1750 AD




Depois da Segunda Guerra Mundial, eles lançaram mão da agressão militar para deixar uma nação inteira sem um lar, sob o pretexto do sofrimento judeu, e eles então enviaram imigrantes da Europa, Estados Unidos e de outras partes do mundo para estabelecer um governo totalmente racista na Palestina ocupada

Mahmoud Ahmadinejad, presidente da República Islâmica do Irã

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O GRANDE presidente Ahmadinejad, um dos ÚNICOS chefes de governo verdadeiramente DIGNOS no mundo contemporâneo, disse apenas o óbvio ululante em seu belo discurso por ocasião da Conferência sobre o Racismo, em Genebra; vale sublinhar, aliás, que o ínclito primeiro mandatário iranisno foi até bastante moderado em suas palavras: além de RACISTA, Israel é um Estado ILEGÍTIMO, CRIMINOSO, TERRORISTA e GENOCIDA!

De resto, VERGONHA ETERNA para o repulsivo Barack Obama, que é um hipócrita; um poltrão; um cínico; um 'lambe-botas' do moloch sionista; enfim, um verdadeiro 'negro de alma branca', ausentando-se ignóbil e covardemente d'uma conferência onde ele deveria ser o primeiro a se fazer presente. Trata-se d'um rematado salafrário, de tal modo frouxo, vil, servil e pusilânime, que foi incapaz de comparecer a um evento que trata exatamente d'um dos mais graves problemas enfrentados por seus irmãos de cor.




VIVA A REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃ!

GLÓRIA ETERNA AO GRANDE AYATULLAH SAYYD RUHOLLAH MUSAVI KHOMEINI!

VIVA O AYATULLAH ALI SAYYD HOSEYNI KHAMENEI!

VIVA O PRESIDENTE MAHMOUD AHMADINEJAD!

MORTE AO MOLOCH SIONISTA!

MORTE AO GRANDE SATÃ!

domingo, abril 12, 2009

Repto a Barack Obama

Alphonse van Worden - 1750 AD





Que mil sextilhões de chagas miasmáticas alberguem-se em tuas metíficas carnes, flagicioso sagião do Norte, e que a flamante iracúndia de إبليس, como de fero escorpião contra os ímpios horrípilo aguilhão, profligação e sobrosso semeie nas ínvias hostes do escalfúrnio Grande Satã!!! 

Ó terrulento poltrão, obnóxia criatura, luctífero e nefário sicofanta de Tristano apodo, baldos são teus de cominação flébeis tentames, pois saxífrago é nosso talante, bem como a ática índole de nossos mavortes, de modo que propínquo está vosso metuendo exício!!!

domingo, abril 05, 2009

Bravo, Coréia Popular!!!

Alphonse van Worden - 1750 AD






Ó ínclitos confrades, vede que mirífica notícia ora nos chega da famígera Pyongyang: arrojou-se infrene pelas rutilantes sendas da Arcana Coelestia o portentoso Taepodong-2, supina jóia da missilística do excelso Reino de Chosŏn

Julgavam os 'Tigres de Papel', em sua insensata jactância, que a Coréia Popular estava a blefar, e que apenas impotente bramia... ó que amarescente lição merecidamente receberam!

De resto, que fique bem claro e assente: a única salvaguarda veramente efetiva contra as perfídias do imperialismo é a posse d'armamento nuclear; esperemos, pois, que a venerável República Islâmica bem compreenda tão precioso ensinamento.

Enfim, áticos irmãos d'armas, brademos em uníssono:


DÁ-LHE, CORÉIA POPULAR, TAEPODONG-2 NELES!!!



sexta-feira, abril 03, 2009

Notas de reflexão crítica XX - a propósito dos pares ordenados 'esquerda / revolução' - 'direita / reação'

Alphonse van Worden - 1750 AD






- Há que problematizar, ínclitos irmãos d'armas, o automatismo psíquico / ideológico que associa fatal e necessariamente 'esquerda' à 'revolução' e 'direita' à 'reação / conservação', pois a realidade dos factos é sobremaneira mais metamórfica, difusa e complexa; destarte, é possível considerar, por exemplo, que o projeto 'reaccionário' de restaurar um determinado sistema, contexto ou modelo socioeconômico arcaico (tal como sucedeu na Itália durante a ascensão do fascismo, por exemplo) envolve uma transformação estrutural de considerável envergadura, configurando-se, pois, como fenômeno de certa forma revolucionário; analogamente, forças políticas ditas de 'esquerda' podem desempenhar, numa determinada conjuntura socioeconômica, um papel 'conservador', na medida em que seja de seu talante a manutenção da situação vigente (tal como ocorreu na URSS mormente a partir da década de 30).

- É também instrutivo examinar a vertiginosa oscilação, bem como a interpenetração dinâmica, entre os estados 'revolucionário', 'conservador' e 'reaccionário', inclusive no âmbito dos mesmos agentes históricos; assim sendo, no esteio de uma situação potencialmente pré-revolucionária, por exemplo, o espectro político via de regra cinde-se entre conservadores (que defendem o status quo vigente) e revolucionários (que advogam a adoção de um movo modelo de organização socioeconômica). Uma pequena parcela dos conservadores assume uma posição mais extremada, de cunho reaccionário (de forma explícita ou não), esposando o retorno a um determinado status quo visceralmente anti-revolucionário; entre os revolucionários, por seu turno, ocorre um fenômeno inverso, isto é, a emergência de setores mais moderados, que se não são conservadores, endossam a adoção de um programa de jaez mais reformista que revolucionário, apoiando a implementação de medidas transformativas, mas não a subversão total do regime ou modelo vigente.

- No bojo de uma conjuntura pós-revolucionária, via de regra presenciamos um significativo rearranjo do giroscópio político, com uma nova configuração dos agentes políticos: ao longo do tempo, uma parcela das forças revolucionárias encaminha-se para uma posição conservadora, na medida em que, mais do que propugnar o aprofundamento do processo revolucionário, preocupa-se com a manutenção das conquistas já encetadas; por outro lado, alguns setores permanecerão na esfera revolucionária, demandando um aprofundamento contínuo e progressivo do processo de transformação em curso. No campo conservador, outrossim, também ocorrerão mudanças: uma parcela dos conservadores, seja por oportunismo político, espírito adesista ou esperança de mitigar o ímpeto do processo revolucionário, acabará por se acomodar, em maior ou menor escala, ao novo regime, mantendo, dessa maneira, seu ethos conservador; não obstante, certas facções evoluirão para posições decididamente reaccionárias, advogando não raro a luta armada como meio para reverter o processo revolucionário em curso; por fim, outros setores também rumarão para a esfera do reaccionarismo, mas em clave mais moderada, sem engajamento direto em operações de confronto aberto contra o novo regime.

- Consoante escrevi adrede, o paralelogramo das forças políticas contrastantes numa sociedade é uma estrutura dinâmica, por vezes sobremaneira volátil, capaz de modificar-se com assombrosa rapidez num contexto de agudização das contradições em tela; destarte, tão mais habilidoso será um agente político quanto mais for capaz de funcionar como um espécie de 'sismógrafo', detectando com precisão e percuciência as por vezes vertiginosas metamorfoses no quadro político. A esse respeito, portanto, há que louvar o extraordinário senso de oportunidade política que caracteriza, por exemplo, figuras como Lenin e Stalin, quiçá os dois 'sismógrafos políticos' mais hábeis dos últimos 100 anos. No campo conservador, devem ser lembrados De Gaulle, Thatcher e Reagan, que também foram notáveis 'sismógrafos políticos'.

Boris: from Droneland, and beyond the Übber-Drone




Nomeado a partir de uma música dos Melvins, o insano power trio japanoise Boris vem desde 1994 se afirmando como o pináculo absoluto da cena stoner/doom/sludge, deixando a ver navios notórios terroristas sônicos como Sleep, Earth, Thrones, Khanate, Sunn, Electric Wizard ou High Rise. O álbum em tela (o segundo em sua discografia, lançado originalmente em 1996 pelo selo da banda - Fangs Anal Satan -, e depois em 2001 pela norte-americana Southern Lord) é o mais agressivo e experimental destes mestres da distorção implacável, o que sem dúvida não significa pouco, uma vez que o trio japonês leva às últimas e mais extremas consequências o ethos delineado a princípio por bandas como Kyuss e Melvins: ralentar ao máximo a batida 'sabbathiana' e soterrá-la sob toneladas e mais toneladas de microfonia inclemente, drones abissais e devastadoras sonoridades graves; na vertente nipônica, a receita ainda inclui aterradoras injeções de psicodelia dark side, desvarios de space rock nos confins do Universo e brutais perversões industrialistas.

A primeira faixa do álbum é a devastadora sinfonia do caos Absolutego, com seus inacreditáveis 65 de minutos de duração divididos em três movimentos. O primeiro deles se desdobra num oceano magmático de cataclísmicos drones de baixo ultra/mega/hiper-saturado e distorcido, com intervenções crescentes de microfonia guitarrística; na marca dos 25 minutos, a bateria faz sua entrada triunfal e a banda inicia o segundo movimento, tocando in full effect por 15 minutos uma massacrante jam psicossônica, com animalescos wah wah's de guitarras, explosões termonucleares de graves ensandecidos e terremotos percussivos em progressão geométrica; finalmente, uma ensurdecedora avalanche de 25 minutos de white noise encerra este inesquecível monumento à virulência sonora. A segunda faixa, Dronevil 2, funciona como uma espécie de coda para sua antecessora, com seus quase 8 minutos de sombrios tremores subterrâneos arrastando-se como um dinossauro ferido.

Enfim, Absolutego [Special Low Frequency Version] é distorção brontossáurica em último estágio de desespero elétrico, é stoner metal levado aos mais extremos paroxismos de morosidade, white noise e peso catatônico, é o heavy 'sabbathiano' mergulhando no buraco negro da devastação sônica por intermédio da espaçonave transpsicodélica pilotada por Guru Guru & Cia., é uma nuvem radioativa de drones psicoativos de densidade máxima, é Melvins in a bad mood tocando mastodônticas covers de Flipper no hospício central de um Estado totalitário intergaláctico, é Godzilla devastando Tóquio sob as benções cibernéticas de Tetsuo, é... SÓ OUVINDO!!!!!






Ten. Giovanni Drogo

Forte Bastiani

Fronteira Norte - Deserto dos Tártaros