Alphonse van Worden - 1750 AD
Definitivamente alguma coisa se perdeu... se calhar em todo o planeta, mas com absoluta certeza em nosso país... algo de fundamental, algo de extraordinário, de assombroso, de transcendente, que se manifestava até mesmo em episódios e circunstâncias relativamente singelos. Os indícios e exemplos enxameiam, mencionemos um deles colhido hoje ao sabor do acaso. Leio numa crônica de Vinicius de Moraes que em 1942, por ocasião da passagem de Orson Welles pelo Brasil, o poeta brasileiro, desejoso de que o cineasta norte-americano travasse conhecimento com Limite (Mário Peixoto - 1931), após uma série de contratempos enfim conseguiu promover uma sessão da fita.
Pois bem: além, claro está, do maior cineasta de todos os tempos e d'um assaz respeitável homem de letras brasileiro, para essa exibição de um dos filmes mais enigmáticos e densamente poéticos da história da sétima arte estavam presentes, entre outros nomes menos ilustres, as seguintes figuras: a maior atriz da história do cinema (Renée Maria Falconetti); o melhor crítico literário e uma das inteligências mais fulgurantes que já andaram por este país (Otto Maria Carpeaux); um barítono inglês de fama internacional (Frederick Fuller).
Uma simples sessão de cinema... É, alguma coisa definitivamente se perdeu, não é possível...
Definitivamente alguma coisa se perdeu... se calhar em todo o planeta, mas com absoluta certeza em nosso país... algo de fundamental, algo de extraordinário, de assombroso, de transcendente, que se manifestava até mesmo em episódios e circunstâncias relativamente singelos. Os indícios e exemplos enxameiam, mencionemos um deles colhido hoje ao sabor do acaso. Leio numa crônica de Vinicius de Moraes que em 1942, por ocasião da passagem de Orson Welles pelo Brasil, o poeta brasileiro, desejoso de que o cineasta norte-americano travasse conhecimento com Limite (Mário Peixoto - 1931), após uma série de contratempos enfim conseguiu promover uma sessão da fita.
Pois bem: além, claro está, do maior cineasta de todos os tempos e d'um assaz respeitável homem de letras brasileiro, para essa exibição de um dos filmes mais enigmáticos e densamente poéticos da história da sétima arte estavam presentes, entre outros nomes menos ilustres, as seguintes figuras: a maior atriz da história do cinema (Renée Maria Falconetti); o melhor crítico literário e uma das inteligências mais fulgurantes que já andaram por este país (Otto Maria Carpeaux); um barítono inglês de fama internacional (Frederick Fuller).
Uma simples sessão de cinema... É, alguma coisa definitivamente se perdeu, não é possível...

