sábado, outubro 01, 2016

A propósito da relação entre Cristianismo e Judaísmo

Alphonse van Worden - 1750 AD





Preclaríssimos irmãos d'armas:

Bem sei que nós, católicos, devemos obediência tanto ao magistério da Igreja quanto ao Bispo de Roma; não obstante, há certos eventos, mormente nos últimos cinquenta anos, que são simplesmente INACEITÁVEIS para qualquer católico que se preze. O pior deles, se calhar, é a declaração Nostra Aetate, promulgada por Paulo VI em 1965. Nela está disposto, a flagrante contrapelo de todo o magistério da Igreja, que os judeus devem ser inocentados de sua culpa coletiva no tocante ao assassinato de Jesus Cristo; enfatiza-se, ademais, os (muito poucos) elementos concordes entre judaísmo e catolicismo.

Ora bem, não é necessário ser um Doutor de Aquino ou um Petrus Lombardus, isto é, uma doutíssima autoridade nos misteres da exegese, para verificar que, através da simples leitura dos evangelhos, fica absolutamente patente a culpa coletiva dos judeus em relação à Paixão de Cristo. Citemos apenas, a esse respeito, Mt 27,17-25:


17 Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo? 

18 {Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja.} 

19 Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer: Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito. 

20 Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus. 

21 O governador tomou então a palavra: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam: Barrabás! 

22 Pilatos perguntou: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo? Todos responderam: Seja crucificado! 

23 O governador tornou a perguntar: Mas que mal fez ele? E gritavam ainda mais forte: Seja crucificado!

24 Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse:

25 Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco!
E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!


Trata-se, com efeito, d'uma passagem cristalina, incontrastável, inelutável, insofismável: a judiaria, reunida pelo Sinédrio, condena Jesus Cristo à morte de forma categórica, em uníssono. E ainda proclama: "caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!", o que faz com que os judeus, através dos séculos até os dias de hoje, outrossim sejam culpados pela morte de Cristo! Não há, pois, o que discutir, o que tergiversar.

De resto, Amiúde faz-se mister relembrar mesmo aquilo que de sobejo é conhecido; assim sendo, confrades, recordemos aqui algumas observações de Jesus Cristo a propósito dos fariseus, pais do judaísmo rabínico (Mt 23:13-19;27-35):


13 Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.

14 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo.

15 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.

16 Ai de vós, condutores cegos! pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor.

17 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro?

18 E aquele que jurar pelo altar isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor.

19 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta?

(...)

27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.

28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.

29 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos,

30 E dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar o sangue dos profetas.

31 Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas.

32 Enchei vós, pois, a medida de vossos pais.

33 Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?

34 Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas; a uns deles matareis e crucificareis; e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade;

35 Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.


E outrossim a supina autoridade de S. Paulo de Tarso, que afirma de forma insofismável, cristalina, que os judeus não apenas são, SIM, coletivamente culpados pelo assassinato de Cristo, mas também inimigos ferozes da Cristandade através dos tempos (1 Tessalonicenses 2: 14-16):


14 Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que na Judéia estão em Jesus Cristo; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os judeus lhes fizeram a eles,

15 Os quais também mataram o Senhor Jesus e os seus próprios profetas, e nos têm perseguido; e não agradam a Deus, e são contrários a todos os homens,

16 E nos impedem de pregar aos gentios as palavras da salvação, a fim de encherem sempre a medida de seus pecados; mas a ira de Deus caiu sobre eles até ao fim.


Atentai: "a ira de Deus caiu sobre eles até ao fim", isto é, ou serão admitidos no seio do Altíssimo quando reconhecerem no Cristo seu messias e salvador, ou terão seus nomes apagados do Livro da Vida. TERTIUM NON DATUR!

E ainda o insigne apóstolo, a propósito da ruptura da aliança entre Deus e o povo judeu por ocasião do deicídio, em Romanos 11: 11-24:


11 Digo, pois: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação.

12 E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!

13 Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, exalto o meu ministério;

14 Para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne e salvar alguns deles.

15 Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?

16 E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são.

17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,

18 Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.

19 Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.

20 Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme.

21 Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também.

22 Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado.

23 E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar.

24 Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!


Será que após reler tais passagens alguém ainda cometeria o desatino de falar em 'civilização judaico-cristã'?! A expressão 'civilização judaico-cristã', além de ser ofensiva para qualquer cristão que se preze, está fundamentalmente errada. O judaísmo é o grande inimigo histórico do cristianismo, em todos os sentidos. Sinagoga e Igreja opõem-se através dos tempos num conflito primordial e irreconciliável, que perpassa todas as esferas da ação humana.

Nossa civilização é essencialmente ROMANO-CRISTÃ, síntese essa histórica e politicamente consagrada pelo Édito de Tessalônica, quando o Imperador Teodósio I, em 380 d.C, converteu o cristianismo em religião oficial de Estado do Império Romano. Portanto, não aceitem que tentem nos misturar com a judiaria!

NÃO ACEITEM TAMANHA IMPOSTURA!!!


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Quanto ao ABISMO que separa o judaísmo da fé cristã, citemos tão somente algumas afirmações contidas do Talmud:


1) Ele e seus discípulos praticaram feitiçaria e magia negra, lideraram judeus erradamente ao interior da idolatria, e foram patrocinados por poderes estrangeiros, gentios, para o propósito de subverter a adoração judaica (Sanhedrin 43a). 

2) Ele foi sexualmente imoral, adorava estátuas de pedra (um tijolo é mencionado), foi cortado fora do povo judeu por sua maldade, e recusou a arrepender-se (Sanhedrin 107b; Sotah 47a). 

3) Ele ensinou bruxaria no Egito e, para executar milagres, usou procedimentos que envolviam cortar sua carne, que é também explicitamente banido na Bíblia (Shabbos 104b). 

4) Gittin 57a. Diz que Jesus está no inferno, sendo fervido em "excrementos quentes". 

5) Kallah 51a."Os anciãos estavam uma vez sentados no portão quando dois jovens passaram por ele; um cobriu sua cabeça e o outro descobriu sua cabeça. Daquele que descobriu sua cabeça, o Rabi Eliezer advertiu que ele é um bastardo. Rabi Joshua advertiu que ele é o filho de uma niddah (uma criança concebida durante um período de menstruação de uma mulher). Rabi Akiba disse que ele é tanto um bastardo quanto um filho de uma niddah


Isto para não mencionar todas as barbaridades ditas a propósito dos gentios (qualificados como animais inumanos), da religião cristã, de nossos evangelhos, etc. Onde está, portanto, "o tão grande patrimônio espiritual comum aos cristãos e aos judeus" que a supracitada declaração tanto exalta?!

Fica, destarte, muito difícil não acreditar nas teorias conspiratórias que sustentam que certos rabinos e conselheiros judeus exerceram decisiva influência sobre o Concílio Vaticano II.

Por fim, reiteremos uma vez mais a verdade óbvia e ululante: a força matriz, o fio condutor da História do Ocidente foi, é e continua sendo o conflito primordial e irreconciliável, em todos os aspectos da experiência humana, entre a Igreja e a Sinagoga, o Cristianismo e o Judaísmo.

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